quarta-feira, 20 de maio de 2009

As minhas dores


As minhas dores são difíceis, vivo tentando escapar, quando uma bate a porta, por acontecimento qualquer, eu já tento sair rapidinho, fingindo não ouvir, não ver.Procuro dentro da mente algo gostoso, alguma lembrança boa e tento diluir a bebida amarga da dor. Quem sabe ela se dissolve vira pó ou fumaça? Nessa alquimia sempre perco, ela retorna insistente, renascida como fénix e fica me acompanhando até que eu a aceite e a deixe doer.Quando quer ela se esconde em lugares obscuros onde nem eu conheço, e parece que se organiza em uma lógica própria com outras dores minhas, ficam em grupos, vários grupos, todas amigas . de mãos dadas . Sei que esta lá pois quando menos espero, quando algo acontece; lá vem elas todas juntas, e querem todas desfilarem pra mim, como um rosário de contas. Uma após a outra .

Como são insistentes as dores!


Como são volúveis as alegrias!

5 comentários:

manuel marques disse...

"A alma resiste muito mais facilmente às mais vivas dores do que à tristeza prolongada ."
Coragem.

Abraços.

Babel disse...

Como assim? q dor é essa? tá me doendo só de imaginar..."Holy Mary full of Grace"
bjs

angela disse...

dores da vida, dores que todos tem.Nada especial.

Dalva M. Ferreira disse...

A dor da gente é a que dói mais. Ou não?

angela disse...

sempre doem muito mais.