segunda-feira, 4 de maio de 2009

Outono


O dia amanheceu com aquele sol gostoso de outono, o dia é claro com aquela luminosidade que só ocorre nesta estação, ele joga sua luz dourada por todas as coisas e todos os seres, ele deixa nossa pele morna e aquela sensação de suave melancolia de um momento tranquilo da vida. Foi seguindo tranquilo até que no meio da tarde escureceu e um vento forte, muito forte, chegou, as vidraças tremeram, a luz piscou varias vezes sem decidir se apagava ou não e a chuva veio fraca. Não é uma tempestade de verão, é uma de outono, uma travada no céu entre o calor e o frio.
E o frio venceu; a temperatura desceu rápida e a ventania se desfez. O vórtice, é assim que se chama esse fenómeno natural, como explicou um conhecido meu, meteorologista, é um vento formado nas alturas de espirais amplas e velozes, que atinge grandes áreas, mas menos violento que os tornados. que se formam próximos ao solo e possuem espirais pequenas e intensas. Não sei em que época do ano os tornados se formam eles não costumam aparecer por aqui, já os vórtices são do outono e as vezes em vez de chuva trazem granizo.

Pensei um pouco nas paixões que nos tomam no verão de nossas vidas, são tão intensas, barulhentas e frequentes, já as que nos acometem no outono aparecem num dia claro, calmo surgem de sopetão causando sobressaltos são escassas e assustadoras e quando se vão deixam o frio.


5 comentários:

Dalva M. Ferreira disse...

"Vórtices"... bela palavra para descrever essas paixões que acontecem no ocaso. Sempre pode ocorrer um câmbio climático!

Babel disse...

Arrasou, tó beije!
Já postei pras amigas.
bjs

angela disse...

Oi Dalva, tb gostei da palavra, quem sabe vc escreve um poema sobre ela.

angela disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
angela disse...

Bebel, fico feliz que tenha gostado.
bjos