quarta-feira, 1 de julho de 2009

"Prossegue a guerra pela liberdade na internet"

Estou copiando o texto do blog do Jonuel, acheio-o interessante e resolvi divulga-lo aqui, o endereço do blog, para quem quiser visitar é http://jogo34.blog.uol.br/


Um artigo do interessante site Slate (http://www.slate.com/) assinala aspectos importantes da liberdade na Internet a propósito dos protestos consecutivos às eleições iranianas e o relativo silêncio que se verifica agora. Até há pouco sublinhou-se em diversos orgãos de midia que os blogs iranianos e espaços no Twitter ajudaram a divulgação mundial dos acontecimentos e mobilizaram muita gente para manifestações de rua. Neste blog tambem escrevemos a propósito disso, mas é importante ter em conta tambem o fator repressão, usado como sustentáculo pelos regimes autoritários ou totalitários, de todos os continentes.
Citando o "Wall Street Journal", o artigo referido afirma que o regime iraniano dispõe de um ultra-sofisticado sistema de vigilência sobre a Internet, podendo localizar a origem de emails, blogs, imagens, etc. Parte desse sistema foi montado pela Nokia e Siemens, diz o jornal e, alem de localizar as origens (quer dizer, os IP's dos computadores) pode apagar mensagens, retirar imagens, inutilizar sites e fazer guerra psicologica com material falso.
Como na luta entre virus e anti-virus, ativistas ("hacktivistas" como já são conhecidos) de todo o mundo estão empenhados em encontrar meios de despistar os repressores. Duas prioridades nesta busca: impedi-los de localisar os IP que identificam os computadores e montar dispositivos que impeçam a intrusão. Um software criado por engenheiros chineses defensores da liberdade de expressão ( as autoridades chinesas têm equipamento de vigilancia idêntico ao de suas congéneres iranianas), denominado Freegate (Porta Livre), permite alterar o IP quase cada segundo, tornando impossivel a perseguição. Tambem elimina todo traço de emails mandados de um computador.
Uma variante do Freegate é o Ultrasurfer e estão ambos disponiveis no Project Tor da Universidade de Toronto, outro importante centro de pesquisa pela liberdade na rede.
O governo chinês anunciou que os computadores em venda a partir do proximo mês terão obrigatoriamente um filtro para softwares de Internet, designado como Barragem Verde. Para neutralizá-lo o pessoal do Freegate já criou o Tsunami Verde.
Escrito por Jonuel Gonçalves

8 comentários:

manuel marques disse...

Depois da liberdade desaparecer, resta um país, mas já não há pátria .

Beijo.

Silvio Koerich disse...

Eu conheço esse Tor que foi designado exatamente pra isso. A internet é uma dádiva pra resistentes a ditaduras e o terror das proprias ditaduras e governos repressores.

angela disse...

Manuel
Nós que já vivemos em uma (acho que você também viveu) sabemos o que isto significa.
Beijos

angela disse...

E que continue sendo o terror deles, o melhor ainda, seria se eles não existissem.
Abraços

Zerep Nauj disse...

SINO HE LEIDO MAL. HABLAS DE DOS BLOGERAS IRANIES ASESINAS SIMPLEMENTE POR EXPRESAR CON PALABRAS SUS IDEAS. POR DESGRACIA AÚN HAY GENTE PODEROSA QUE SE CREEN EL OMBLIGO DEL MUNDO Y NO ACEPTAN QUE NADIE LES LLEVE LA CONTRARIA. UN BESO, MI BELLA CARIOCA, ERES DE UN PAIS DONDE EL BAILE SE CONVIERTE EN ARTE.

Babel disse...

Na verdade verdadeira "really and truely" nunca em tempo algum existiu "liberdade" isso é uma viagem para quem acha que banca.
bjs

angela disse...

Zerep
Não falei de assassinato, mas concordo com você quanto aos que se julgam umbigos do mundo
Abraços

angela disse...

Babel
Verdade verdadeira não existe, liberdade total e pra todos muito menos ainda, mas quem já viveu sob os tacoes de uma ditadura sabe a diferença.
beijos