quarta-feira, 29 de abril de 2009

As vezes é tão simples que chega a ser prosaico

De manhãzinha o sol batia não muito forte, dava aquele calorzinho gostoso na pele e o céu estava muito claro, sem nuvens, um dia pra não se por defeito. Dias de sol sempre me são agradáveis, parece que a vida caminha mais feliz.
Um dia num hospital vi uma mulher levar seu marido para fazer um exame medico, ele estava muito doente e ela o conduzia em uma cadeira de rodas, de repente deu uma corrida e encostou a cadeira na janela por onde entrava um feixe de luz e ele fechou os olhos e sorriu com prazer.
Quando era criança adorava os dias ensolarado que permitiam muitas brincadeiras na rua, a chuva só era bem vinda no verão , isso se viesse muito forte e aí a gente saia correndo pra brincar na enxurrada, só parei de fazer isso quando disputei o espaço com um sapo, porém o sol sempre foi meu preferido.
Anos mais tarde estava novamente num hospital quando caiu uma forte chuva de verão e eu me preocupava com o transito, com as enchentes e etc quando observei que um doente ouvindo a chuva foi para a janela para vê-la e admirou-a e estava feliz com ela. Era um homem do campo e pensava nos pés de milho, no trigo, no café, no capim pro gado comer e nos rios cheios de água, na terra molhada boa para plantar.
Hoje cedo quando apreciava o sol e o dia claro me lembrei dessas duas pessoas que estando em uma situação difícil e sofrida tiveram seu momento de prazer com o clima.

domingo, 5 de abril de 2009

Coisas de senhoras e assombrações

Mãe e filha andam vagarosamente pelo parque.Vão devagar as duas , a mãe já
em idade avançada, a filha também uma senhora. A mãe não enxerga mais quase
nada, assim como escuta mal, mas como mantém um humor bom as pessoas sempre falam com ela.

Quando entende, tudo bem, quando não, sorri com aquele ar meio esquisito que
quem a conhece bem ou as pessoas atentas logo notam que algo não está fluindo
bem. entretanto a maioria esta mais interessada em falar do que em qualquer
outra coisa a conversa continua.

Voltando a caminhada: a mãe mostra preocupação por estarem andando tão
devagar e que a filha poderia seguir outro ritmo. A filha não querendo prescindir de sua companhia cometa que a noite iria caminhar sozinha

A mãe sorrindo diz para ela ter cuidado com o lobisomem que pode aparecer
escondido sob sua longa capa negra. Imediatamente a filha
responde.

_ Não se preocupe sairei correndo ....em direção a ele.

As duas riem e continuam a andar naquele compasso vagaroso.

sábado, 4 de abril de 2009

pra não falar que não falei das flores

tem os que escrevem por paixão, por absoluta necessidade, não tem opção, precisam escrever e ponto escrever é condição para alguma felicidade, outros, como eu, por alguns momentos de completa solidão. Todos querem ser lidos, mas alguns o leitor importa mais que texto. Escrever é um pretexto pra ter companhia. O leitor toma o lugar de um amigo imaginário, como aqueles que as crianças solitárias e imaginativas criam.