quarta-feira, 30 de setembro de 2009

CASO PUDESSE


Vestir-me ia com as cores
Calçaria as nuvens,
Abraçaria os raios de sol
Entregar-me ia ao poente.
Para sempre.


(foto retirada do google)

selo amante proibido


Este prêmio tem sua regra que são:
1:Colocar o prêmio em teu blog
2:Agradecer o blog que te presenteou:
http://blogdamarianamoura.blogspot.com/
3:Dizer:Quem seria teu amante proibido: isso compromete...Marlon Brando.
Passar o prêmio para 10 blogs
1)Renascendo
2) Conceição Duarte
3) CRÔNICAS MINHAS
4)Achados e Perdidos
5) FOI DESSE JEITO QUE EU OUVI DIZER...
6)*De vez em quando venho aqui* (mulher de fases)♥♥
7)♫Meu lado contido♫
8)Blog das Encalhadas
9)♥ Blog da Silvia ♥
10Arco-Íris da Vida

sábado, 26 de setembro de 2009

JOAQUIM

Joaquim nasceu em um 14 de Julho lá pelo final de 1800, o primeiro de 10 filhos . Uma epidemia que levou muitas crianças e alguns adultos juntos, quase que sem piedade nenhuma, poupou Joaquim, que adoeceu, mas não morreu como veio a acontecer com a maioria que contraiu aquele mal. Tinha 10 anos nessa época e a partir dai sua mãe começou a trata-lo de maneira especial, ele já não era tão bom em matemática e ciências, esquecia como se escrevia certas palavras. No que dizia respeito a esperteza, continuava igual, ficou achando que aquela dor de cabeça infernal, que judiou dele por dias teria lhe deixado alguns buracos dentro de sua cabeça .
Joaquim que já gostava de dizer que tinha nascido num dia especial, desde que ouvira a professora dizer que nascera na comemoração do centenário da revolução francesa, era o primeiro filho e não tinha morrido de meningite, juntou tudo: O dia do nascimento, a sobrevivencia e o tratamento diferente da mãe e passou a achar que ele era especial. Nasceu em dia de festa e assim deveria ser sua vida.
Começou a se comportar diferente, parou de ajudar na fazenda, como faziam todos, alegando que a cabeça doía com o sol. Não quis retornar ao internato, o ano já estava perdido e acabou não voltando mais.
Aprendera a ler e escrever e sabia fazer as quatro operações matemáticas e isto era suficiente. Brincar, nadar no rio, andar a cavalo, isso tudo não dava dor de cabeça. O pai não gostava da história, nem os irmãos acreditavam muito, mas a mãe, bem...a mãe não queria correr o risco de perder o filho e todos acabavam acatando e deste jeito, Joaquim foi crescendo , na vida fácil e despreocupada.
Ficou um homem alto e forte com um par de olhos azuis, herança de um avô que veio de terras muito distantes, emoldurados por longos cílios, cabelos pretos e fartos e grossas sobrancelhas, pele muito clara, definitivamente um homem bonito.
As moças se apaixonavam aos montes e apesar de ser de família rica, não era muito do agrado dos pais. Aquele homem bonito que não trabalhava, passava o dia conversando e namorando, não daria bom marido e casar não fazia parte dos desejos de Joaquim.
Os irmãos foram casando, formando suas famílias e tendo seus próprios afazeres. O pai ia pondo os filhos para cuidar de alguma de suas terras e permitia que criassem algum gado e assim eles foram aprendendo a cuidar das terras e ter seu próprio dinheiro. Quando casaram já tinham algum património.
Chegou o dia que o pai já não aguentava mais trabalhar tanto, suas costas doíam e um de seus joelhos estava sempre inchado, mudou-se para a cidade e ficava alguns dias lá, alguns dias na fazenda, que o filho mais novo ficou cuidando.
Joaquim mudou-se junto com os pais e adorou morar na cidade, agora não tinha hora para voltar e a vida virou uma festa com o dinheiro que conseguiu de sua mãe.
Começou a viajar, saia por esse mundão a cavalo e ficava meses fora, as vezes mandava notícias. De tempos em tempos voltava para visitar a família.
Um belo dia chegou na fazenda de José, seu irmão mais velho, uma mulher com dois meninos, um ainda de colo e outro maiorzinho, procurava José o pai de seus filhos. Explicava para uma Don´Ana completamente atonita, que estava passando dificuldades, que o dinheiro tinha acabado e ele não voltara na data prometida e ela tinha resolvido vir ao seu encalço.
Don´Ana pediu que ela entrasse e esperasse pois Seu José voltaria na hora da janta e ai poderiam conversar. Mandou servir um suco com bolo para eles e pediu licença tinha algumas coisas para providenciar.
Na verdade foi respirar, chegou a pensar que teria algum mal súbito de tão sufocada que se sentia.
Tomou ela um copo d´agua e pediu para Antonia levar a água quente que esperava por José para a tina de banho. Aquela água seria dela, amornada e perfumada sossegou um pouco seu coração que voltou a bater mais compassado, mas o ar teimava em não sair, dava longos suspiros de tempos em tempos.
Quando retornou a sala, Seu José já estava lá e conversava com a mulher. Ele olhou a mulher e viu sua expressão e logo foi informando que havia algum engano eles não se conheciam, mas ela tinha informações da família e ele estava sem entender. Estava visivelmente desconfortável e desconfiado.
Don´Ana menos assustada foi fazendo perguntas para a mulher e ela respondendo todas, via-se que sabia muito da família deles. Quando perguntou como era o José que ela procurava, ela disse que até lembrava seu marido, mas era mais magro, tinha olhos azuis e eles tinham vivido juntos dois anos em Matão.
A luz se fez, entenderam na hora o que devia ter acontecido. Seu José estava tão bravo que pegou seu cavalo e foi para a cidade atrás do irmão. Encontrou-o no bar do Gervásio e teve que esforçar-se para não arrebenta-lo. Chamou-o e foi contando o que estava ocorrendo, Joaquim ficou sem jeito e falou que não queria continuar com aquela mulher. José levou-o para a casa dos pais e contou o que estava havendo. Depois de muita discussão, ameaças, gritos e choros decidiram que ele deveria conversar com a mulher e propor que eles criassem as crianças e ele daria algum dinheiro para ela começar a vida em algum lugar.
Assim foi feito com muita confusão, recriminações, choros, gritos e etc. As crianças ficaram com a avó que ficou feliz em ter crianças para cuidar de novo, a mãe foi embora com a promessa que voltaria para busca-las (o que nunca fez) e Joaquim prometeu que não usaria mais o nome de nenhum irmão em suas aventuras (o que não cumpriu).
(imagem retirada do Google)

terça-feira, 22 de setembro de 2009

SEMENTES

Um dia de quase primavera
Você me mostra as sementes
aladas, do ipê amarelo:
"Olhe que lindas!'
Pousa na mesa uma delas
Seu olhar admira o divino,
Na semente voadora.
E me liberta da clausura,
Dos grilhões de amargura.
Meu coração feminino
Se reconcilia com seu destino
.

domingo, 20 de setembro de 2009

ipê-amarelo

O ipê amarelo cheio de flores,
Nele o beija-flor se alimentou.
Efémeras suas flores
Logo namoraram o chão
E com cada uma teceu um ponto
E um tapete lindo bordou.
Em Setembro distribuiu sementes
Que voaram com os ventos
Que cumpram seu intento:
O da multiplicação.

(foto retirada do Google)

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Num instante.

Meu pensamento fugidio
quer negar que vislumbrou.
O olhar escorregadio,
o gesto que disfarçou
toda aquela irritação.
Quanta apreensão,
ficou no meu coração.
Se eu conseguisse chorar...

domingo, 13 de setembro de 2009

Aniversário

Uma toalha na mesa
Um bolo de chocolate
Todos em volta da mesa
Velinhas acesas
Luzes apagadas
Crianças em algazarra
fazendo delas a sua festa.
Hoje não teve bolo
Nem velinhas acesas
As crianças brincaram,
mas não roubaram a festa.
Não houve festa .

É só saudades e muitas flores.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

SÓ POR HOJE

Quero soltar minha pele,

Esquecer-me dele,

Espalhar-me no mundo,

Perder todo sentido,

Entranhar-me na terra,

Desaparecer para sempre.

Hoje eu quero perder-me de mim mesma.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Vencer a pobreza Juntos

(gravura cedida pelo Marcelo do blog: http://marcelodalla.blogspot.com)

Soube dessa campanha pelo site do Antonio, http://cova-do-urso.blogspot.com
Criado para mobilizar as pessoas para ações concretas de combate à injustiça social, Vencer a Pobreza Juntos está pleiteando que o Direito à Alimentação seja incluído na Constituição Brasileira como direito fundamental.
Apesar de ser um dos direitos humanos mais básicos reconhecido pelo governo brasileiro em tratados internacionais, o direito à alimentação ainda não está em nossa Constituição.
São necessárias 20 mil assinaturas, por isso é muito importante que você mobilize sua rede de amigos e incentive-os a assinar também.A Campanha Alimentação – Direito de Todos é promovida em mais de 30 países com objetivo de acabar com a fome no mundo.
No Brasil, a campanha tem parceria com o Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea) e diversas organizações da sociedade civil e também estamos entrando em contato com diversas instituições e pessoas comuns, para que todos entrem juntos nessa luta!"
Acesse para assinar: http://www.vencerapobrezajuntos.org.br/

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Pensamentos...











Pau Brasil e Acacias Rubras
(fotos retiradas do Google)

Hoje comemora-se o dia da independência do Brasil. Desde criança vejo desfiles militares e ouço exaltações das autoridades e apesar de achar que tenho uma visão crítica e cuidadosa com relação a essas histórias de nacionalismo, patriotismo, etc, a emoção me trai.Tenho um profundo medo desses pensamentos que nos dividem em países, raças, cores, religiões, pobres e ricos, cultos e incultos e quantas coisas mais quiser acrescentar.
Todavia não posso negar que sou pega pela emoção, muitas vezes, ouvindo uma musica, orgulhosa pela ação de alguém, raivosa quando ouço ou percebo o desprezo de outras nacionalidades, vem alguma coisa parecida com o que sinto pela minha família, sei dos defeitos, mas só nós podemos falar e tento ser muito cuidadosa e não falar dos outros com crítica, com julgamentos de valores, tento compreender, mesmo que não possa aceitar. Tem coisas que não consigo aceitar.
O que é tão essencial nisso que chamamos pátria que produz sofrimento quando se esta longe. A luz, os cheiros, a vegetação, a temperatura, a comida, a cultura e principalmente a linguagem, infinitas coisas que fazem com que eu tenha uma familiaridade com este espaço físico e essa população. O tal do apego que acaba por nos aprisionar.
Iniciei esse blog em Abril, duas coisas me fizeram chegar até aqui, uma o incentivo de um amigo que tem um blog que eu leio por gostar do que e como ele escreve e outra para distrair minha cabeça, andava pensando muito em um mesmo assunto. Li a não muito tempo um livro muito precioso que se chama "A louca da casa", de Rosa Montero. Um livro cheio de ideias e pensamentos originais sobre principalmente o processo de escrever. Vou falar de duas de suas ideias, que dizem respeito a todos que escrevem por absoluta necessidade interna.
A primeira é que escrever é uma obsessão como outras, um vicio, algo que nos toma como nos toma a paixão, quando se tem uma história na cabeça ficamos distraídos, nos enganamos, esquecemos das coisas como quando estamos apaixonados (estamos falando de paixão, não de amor), pensei em escrever para trocar de obsessão e devo dizer que deu certo e estou feliz por estar aqui escrevendo, o que nunca tinha feito antes.
A outra diz respeito a dor de perder. A autora faz um levantamento razoável das biografias de escritores e verifica que quase todos tem uma experiência precoce de decadência, dos seis aos doze anos e viram o mundo de sua infância desmoronar e desaparecer para sempre de maneira violenta. Violência essa causada por morte, guerra, ruína. Outras vezes a brutalidade é vivida de forma subjetiva e só a própria pessoa pode falar sobre isso e nem sempre o quer.
Conheço pessoas que escrevem maravilhosamente bem e que passaram por experiências muito difíceis, algumas delas oriundas de Angola e Moçambique. Outro dia li um texto sobre os "retornados", portugueses ou descendentes desses, que voltaram para Portugal depois da independência de Angola. O blog" África em Poesia", que é um bálsamo para a saudade e muitos outros que vou encontrando pela blogosfera. Toda uma geração de escritores gestados pela dor da perda.
Acrescento o poema de Lili, que gentilmente o postou nos comentários.
Acácias
Acácias…
Muitas acácias…
Rubras e lindas…
Lembram-me o sonho…
A vida e o amor…
E as acácias floridas…
Que o cacimbo da noite…
Beijava suavemente…
Sem pedir licença
Mas com muita meiguice
E ao fechar os olhos…
Acácias lindas
Da minha recordação
E da minha juventude
Aqui neste cantinho
Presto-te a minha
Singela homenagem!...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Sensações ( Dormir aqui e acordar em outro lugar)

Mergulhei o corpo quente na agua fria do mar, enxerguei a areia no seu fundo, uma grande estrela pousava preguiçosa numa rocha cheia de musgo, peixinhos amarelos com listras pretas corriam aos bandos de um lado para outro como crianças brincando. A luz do sol penetrava na água esvaecendo até desaparecer nas profundezas do mar. Perdi a pele fui me esvaindo, perdendo a forma, dissolvendo os contornos.do meu corpo: virei água, virei ar e subi, fui de encontro a outro azul, encontrei os pássaros, muitos em bando brincando como os peixes pra la e pra cá, outros iam firmes aos bandos em direção ao verão, outros solitários, grandes, imponentes, planando no éter como Reis.
Distanciei-me da terra e a vejo azul, linda, solitária em seu caminho, acompanho sua trajetoria, contemplo a lua e sigo pela galáxia vendo as estrelas. A terra virando grão, pó , areia , quem sabe um cisco no olho de Deus ( como é difícil aceitar sua pequenez e por consequência a minha, que preciso pó-la no olho de Deus!) e os espaços amplos vão me sugando, me levam para escuros profundos, para imensos clarões, vou do frio extremo ao fogo intenso das estrelas. Tantos mundos eu vi e tantos seres: gigantes pesados de pele grossa mexendo-se lentamente como um paquiderme; delgados seres, agéis, grandes corredores; alguns muito pequenos que se moviam aos pulos, outros se estendiam, cresciam e depois se contraiam caminhando assim neste arrastar disforme. Seres, cores, formas, cheiros conhecidos e desconhecidos iam me impressionando e tudo parecia na mais absoluta harmonia. Um silencio profundo me acompanhou junto as estrelas e um grande bem estar tomou conta de minha alma. ALMA? Virei uma alma é isso que sou agora só uma alma passeando no firmamento. Agora vejo as outras, muitas delas, algumas bem proxímas, não as podia ver enquanto não sabia o que eu era, elas corriam de um lado para outro, como as crianças, como os peixes, como os passarinhos e me pus a correr junto e uma felicidade brincalhona me inundou.
- Mãe acorda!
-Não vai sair mais desse banho?!
Este texto faz parte da blogagem coletiva do blog http://voudecoletivo.blogspot.com/
cujo tema nete mes de setembro é: Dormir Aqui e Acordar em Outro Lugar
(foto retirada do Google)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

310gDay




O site «Blog Day.org» desde 2005 incentiva a que se faça no dia 31 de Agosto de cada ano, um post indicando 5 blogues que nada tenham que ver com a nossa área de actuação habitual. Diga-se que é a primeira vez que participo, com algum atraso, mas ainda esta em andamento.

É com muito prazer que informo que este ano escolhi os seguintes blogues para entrar na minha lista.
CPI Brasil http://www.cpi-brasil.blogspot.com/
Claudio Kezen http://claudiokezenluthier.blogspot.com/
Momento Brasil http://www.momentobrasilcom.blogspot.com/
Não deixar esquecer abril http://naodeixaresquecerabril.blogspot.com/
Fitness http://aptidaofisicaesaude.blogspot.com/




Leiam aqui:http://www.blogday.org/pt.htm
aproveitem .

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Belo Dia


Num lindo dia
o alivio no peito
um nó desfeito.
Enche de alegria
um coração refeito,
satisfeito,
com a batida solitária
de seu viver.