quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Começar de Novo






















De novo
renovo
meus votos
de um ano novo cheio
de bons desejos
com eles engano
os fracassos do ano findo

Os acertos?
guardo no bolso
carrego comigo
perto do peito
com o amor
dos amigos

Um Feliz 2011!!



quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Deixo meu carinho e volto assim que puder.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Findei

De tanto arder meu coração virou nuvem no céu.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

A chegada do tempo


Tempo que acaba
tempo branco
uma nuvem pluma
nada

Tempo que escapa
queda solta e voa
no nada

Que tempo é esse
que chega e se acaba
termina e não sabe
que volta ela dá

Corrupio
do sabor e da dor
tempo de calar

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Berço



Sou o suor
liquido vivo
escorrendo pelo chão,
pelas frestas
misturado a terra

Sou o barro
o berço da semente
inchada, rompida

Sou a pequena grama
planta atrevida
procurando caminho
estirada
sentindo a brisa
e um pouco de sol
fincada no chão







sábado, 20 de novembro de 2010

Me atrevo Drummond.

(A criação de Adão-Lewis Lavoie- Micheangelo)


”Mundo mundo vasto mundo”
quanto mais encurto os caminhos
mais distante tudo fica

Não há lugar para Ulisses
Odisseias são vulgares
Homeros escrevem novelas
Helenas são carnes cruas.

Acrópoles desordenadas
Midas descontrolados
Narcisos tem mil espelhos
Tânatos mata à vontade

O individuo é o mote
vale tudo vale nada
nessa confusão danada
salva-se quem puder
ou quem dinheiro tiver

No meio da multidão
um olhar desnorteado
insano
desesperado
encontra o meu

“Mundo mundo vasto mundo,
Mais vasto é meu coração”


quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Debaixo do Sol e Balada Literária

Lançamento do livro: Debaixo do Sol
dia 20/11/10 de Eunice Arruda.


NO DIA

Um sol
me abraça

Amo o que é
sonho
fumaça

O que passa

(poetaeunicearruda.blogspot.com)


Balada Literária de 18 a 21 de novembro acesse o site Balada Literária - UOL Blog para saber mais.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Diálogo

(mapa das rotas dos descobrimentos )

Leonardo B. poeta portugues do blog a barca dos amantes me presenteou com esses versos, onde podemos ver a sensibilidade e a qualidade de sua escrita.


"aí é um lugar de renascer um farrapo de algodão

perdido no meio do céu,

procurando a mãe de todas as mães,

vasculhando e buscando,

outra gémea

alma perdida

nesse desencontro de nuvem no

planeta céu azul que

visto daqui,

de mil cores visto de lá,

de lá cima do longe,

já a mim não me pertence:

- é tão pouco, é tão provisório, é tão

incompleto,

mapa meu

e eu aqui.


(Leonardo B.)


Abaixo meu agradecimento.


Pequeno ser
de palavras
teimosas
perdido
no éter

Um farrapo de algodão
de linho
de nuvem
em solo fecundo
renasce

esquecido de si
doa
sementes
sons de poeta
a ecoar
no sul

(Angela)


segunda-feira, 8 de novembro de 2010


















Eu que vivi sem pátria
entregue
vaguei

um fantasma
sem rastros,
marcas

nada permanece na alma
cada dia
o vazio

exausta
durmo


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Homens & Mulheres...

by Lourdes de Castro

Ele pediu um tempo. Ela não acreditava no que ouvia, assim como não acreditava nessa de pedir um tempo. Mesmo sendo inexperiente algum anjo lhe assoprava no ouvido que algo que não podiam resolver juntos não resolveriam separados. O coração ficou pequenino apertado. Respirou fundo recolheu o lhe que sobrava de amor próprio e coragem para propor que terminassem o namoro e se ele sentisse sua falta que a procurasse. Não queria meio compromisso.

Viu o carro partir e com ele sua alegria. A noite foi horrível, virava na cama como se estivesse sendo frita em óleo quente. Não havia aconchego. Acordou cansada e com uma dor nunca sentida. Sua vontade era de ligar e desfazer tudo o que tinha acontecido na noite anterior, mas não podia. Sabia que não dependia dela.

Ficou sabendo da namorada nova, era evidente que tinha mulher no pedaço e o jeito era seguir em frente.

Os outros dias foram um pouco melhores, mas não muito, aquela dor, aquela angustia não passavam. Demorou um bom tempo para que se sentisse melhor. Foi retomando sua vida com os amigos, descobrindo novos interesses. Estava começando a ficar bem novamente.

Num domingo a noite retornou de um fim de semana na praia e encontrou o ex no carro parado na porta de sua casa. Sua aparência era cansada e abatida.

O medo embaçou a alegria de revê-lo. O sofrimento dos meses anteriores retornou vivo, latejando.

Ele contou que a esperava ali desde o dia anterior.

Não resistiu.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Pra Começar a Conversa

Francis Bancon- Full

Conversar nem sempre é coisa fácil.

Já custou muitas vidas e ainda custa.

Crime de opinião é coisa antiga, infelizmente e a intolerância ainda assombra nossas vidas, desde um passado não muito longínquo.

Quando a conversa é para valer é sempre difícil, expor idéias, abrir o coração, ser sincero.

Começa pelo receio das conseqüências do que vai se dizer, de não ser ouvido, de não ser compreendido, do outro não se interessar, de mudar de assunto ou falar que aquilo é uma bobagem, quando para você é coisa seria.

Já viram como é comum desconsiderar a palavra de uma criança, de um idoso, de um subalterno? Como muitos não se dão ao trabalho nem de prestar atenção no que elas dizem? São pessoas que vão ficando invisíveis. O mundo está cheio de seres invisíveis e não são fantasmas nem anjos nem extra terrestres são humanos mesmo.

Acontece em alguns momentos deles serem ouvidos e aí acontecem coisas perturbadoras surgem os “caseiros” as “secretárias” as “amantes” os “motoristas”, mas para cada um desses existem inúmeros mudos. Entre os invisíveis estão os doentes mentais, portadores de visões desconcertantes da realidade, costumam carregar alguns “pecados” imperdoáveis na nossa cultura: baixa produtividade, poucos limites, conduta social as vezes ”inadequada” e perturbadora. A solução encontrada por muito tempo foi o confinamento para tratamento o que demonstrou-se ineficaz. Não curou só afastou o incomodo do meio social e isto é reconhecido pelo OMS, não sou eu que o digo. O profissional que cuida desses pacientes fica de certa forma identificado com ele e é visto como uma mistura de sábio e louco.

A pergunta que fica é por que se dar o trabalho de conversar?

E não tenham duvidas que é um trabalho e tanto, as vezes nem sabemos por onde começar a conversa.

Só posso dizer que é por aí que a vida enriquece, que apresenta ângulos novos, visões diferentes, que saem da mesmice, que sacudir a poeira pode valer a pena.

A proposta da revista Lowcultura é esta. Ela foi escrita por profissionais, artistas, filósofos e doentes mentais sem identificação e não precisa falar sobre loucura é só conversar sobre a vida. Ela estará aberta a contribuições e a leitura online logo mais e já pode ser seguida.

Nós só queremos conversar.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Fui Eu















fui eu
que acendi a luz
do seu destino
você estava tão perdido
que nem percebeu

Agora fica aí todo prosa
pensando ser
a "sopa primordial"
cheio de si
achando-se especial


eu espero
ressabiada
mau humorada
a hora do seu tropeço

ofuscado pelo brilho
não verá
aquela pedra
que todo caminho
há de ter!




domingo, 24 de outubro de 2010

No princípio

No princípio era o verbo, depois a verborragia, por fim, o charivari. No entanto, estão por aí os neutrinos que atravessam tudo, o pré-verbal, os não-ditos, o pensamento do fora e aquilo que está além dos limites do imaginável. LOWCULTURA se propõe como um canal da cultura que surge acima, abaixo, ao lado, contra ou junto com a razão e a norma. A loucura da razão já colonizou as formas perfeitas, já engendrou cânones para o pensamento e a criação, já foi usada para justificar deuses intolerantes e versões totalitárias da opressão social. A estratégia sonsa da LOWCULTURA é que primeiro ela é louca, depois é que se tenta saber em que plano de consistência nos encontramos. A bordo da Enterprise na trilha de alienígenas distantes, há sempre universos a explorar. E este é o tema do primeiro número da REVISTA LOWCULTURA, captar os sinais emitidos por outras tantas formas de sentir, produzir e estar no mundo. O que no último século se desenvolveu em termos de tecnologia de reabilitação psicossocial, agora se atualiza em projetos de imaginação de renda: moda, escritura, ativismo político-ambiental, redes sociais, urbanismo, design, música, fotografia, vídeo, dança etc.
os editores

Alexandre Augusto Lopes Alves
Alex Mountfort
Angela Di Munno Arruda
Bruno de Paula
Dalva Maria Ferreira
Decio Filho
Edmar de Oliveira
Filipe Doutel
Julia Catunda
Libni Gerson
Luciana Pires
Luciana Saddi
Marcia Pompermayer
Marco Aurélio Monteiro Peluso
Paulo Henrique Fernandes Silveira
Rafaela de Uchoa
Sergio Pereira de Almeida


Foi tudo muito bom! Agradecemos o apoio dos amigos presentes em corpo e dos que se fizeram presentes na torcida virtual.

sábado, 23 de outubro de 2010

Quem estiver em São Paulo
Quem puder
Não esqueça

Hoje
Estaremos na
Casa das Rosas
14h00 às 16h00
Av. Paulista, 37

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

domingo, 17 de outubro de 2010

Para a Hora de Esquecer

Poema de Emily Dickinson

(Tradução de Angela -Lago)

quinta-feira, 14 de outubro de 2010
















és infinitamente estranho!
mais louco
mais roto
que qualquer ser humano

veja a agonia
o borbulhar constante da alma
arquejante
sem repouso
sem guarita

o olhar cruel
a voz treinada
controlada
o corpo inchado
o andar pesado
(sabes que a profundeza é o seu lugar)

como podes encontrar
um colo macio
um alento
se a sua pele
é veneno
é espinho

és infinitamente letal!

domingo, 10 de outubro de 2010

A amiga Deia do blog Rumo à escrita sugeriu essa brincadeira

Entre Chegadas e Partidas o que faz você feliz?

Com regras bem fáceis:

1 - Copie e cole o selinho na sua postagem;
2 - Conte-nos o que lhe faz feliz, entre partidas e chegadas, simples assim!;
3 - Conte quem lhe presenteou, se possível adicionando o link para o blog;
4 - Indique ao menos 5 blogs para receberem o carinho e avise-os, para que eles possam continuar a brincadeira. Podem ser mais, claro, o importante é provocar a ideia naqueles que lhe visitam!
5 - Volte aqui e avise se já está participando, nesse mesmo post.

Entre Chegadas e Partidas gosto mais das Chegadas

Fico feliz quando minha filha chega contente



Um chega mais pra cá que ninguém é de ferro





A familia reunida nos almoços de domingo

A chegada dos amigos


A chegada de um bebe


Das Partidas para a praia

As viagens com a família


A saída do trabalho depois de um dia difícil


Sugiro que os blogues abaixo continuem a brincadeira.



sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Lançamento

Um grupo de blogueiros, artistas, poetas, simpatizantes, ousados e ainda contando com a diagramação criativa, brilhante e generosa de Sergio de Almeida publicam através da Editora Quizomba o primeiro número da revista Lowcultura e os convida para partilharem do laçamento conosco.
A CULTURA creio que dá para entender, a LOW fica por conta de que muito de nós atuamos nessa área, de um jeito ou de outro...rssrs. Agora é só conferir.



domingo, 3 de outubro de 2010

O Retorno




















Sem que se perceba
retornam
lembranças
jeitos
gestos

o edifício construído
desfeito
tijolo
por
tijolo
revela seu alicerce

a infância volta devagarinho
anunciando
o inverno

sábado, 25 de setembro de 2010

Coletiva Espaço Aberto



Eu procurei uma musica de amor para essa coletica, procurei de Lanterna na mão e achei muitas.
Maravilhosa musicas de amor, louco, desesperado, sofrido, obsessivo, esperançoso, alegre, etc:
Pela luz dos olhos Teus
Este seu olhar
Eu só quero um Xodó
Mania de você
Caso sério
Bem me Quer
A noite do meu bem
De noite na cama
Beija eu
Jude

I Can`t Stop Loving You

Carinhoso
Eu sei que vou te amar
Bem que se quis
Não faz mal amor
Meu Bem, Meu Mal
Meu coração Vagabundo
Chega de Saudades
Andam dizendo
Bandeira Branca
Longe do meu Lado
Insensatez
Ronda
As Rosas não Falam
Pobre Coração
Medo de Amar

E muitas mais e pensando que alguém sempre fica só (a menos que morram junto) acabei por escolher entre tantas musicas lindas aquela que falasse das marcas do amor. Afinal como cantou tão precisamente Caymmi "Dor de amor quando não passa é porque o amor valeu".

Escolhi essa para dedicar.


quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Apanhador de sonhos



A corda
enrosca
em nós
envolve
em volta
uma rede
enreda
retesa
tece
uma teia
enrosca
enrola
enlaça
a fita
laça
entrelaça
aperta
estreita
abraça

o desatar
dos nós
solta a corda
desfaz o laço
desenreda a rede
a teia do sonho
não filtra seu abraço.

sábado, 18 de setembro de 2010

BLOGGINCANA TAREFA de SETEMBRO de 2010


O que pensa da blogagens colectivas? Se esgotaram? Tiveram sua moda, e razão de ser? Faça desta sua participação, a despedida da BlogGincana.


A primeira blogagem coletiva que participei foi a "Vou de Coletivo" e gostei muito. Conheci vários blogues e o melhor foi ver como cada um abordava diferentemente o mesmo tema. Isto é para mim o mais interessante de uma coletiva, me encanta a diversidade e a criatividade das pessoas.

Tenho Twiter e Facebook, mas vivo levando cutucadas, pois não entro nunca, assim como não me acertei com o orkut. São meios de interação muito rápidos de muita exposição pessoal e ao mesmo tempo superficiais. Não acredito que substituam os blogues da mesma forma que a fotografia não substituiu o cinema, nem a pintura, são formas diferentes de comunicação e de expressão e cada um tem suas preferências.

O blogue foi um achado mesmo eu não tendo nenhum talento especial, mas gosto de ler e palpitar a respeito.

As visitas aos outros são um problema para uma moça educada como eu e isso não se dá só nas coletivas. São muitos blogues que tenho que visitar, que acompanho, que gosto e isso toma tempo de outras coisas que também gosto de fazer. Isso não sei como resolver.

Tive uma experiência de parceria com o Hod que foi muito interessante, aprendi a fazer duplix, trocamos e-mails e ficamos mais amigos, ele fez isso com outras pessoas e essas pessoas estavam fazendo com outras e uma nova onda estava se movendo na blogosfera que agora deu uma amainada, a energia dele tem feito falta.

O João faz aqueles concursos de títulos para suas fotos que rendem idéias muito boas.
A Lara trava diálogos poéticos lindos com outros poetas

Penso que tem muita coisa ainda a ser explorada por aqui. Estou aguardando a criatividade dos amigos Jorge e Eduardo.

( como podem ver nem contra nem a favor tucana até morrer...rsrs, não consigo perder a piada)

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Cada um dorme como quer


Lucas era um homem grande, forte, de meia idade, funcionário do cartório de uma pequena cidade que experimentava um período de crescimento econômico. Fato este que atraia muita gente de todo lugar e o que era pior de toda espécie. Os golpes e calotes eram constantes, os preços subiam demais, tudo estava ficando caro demais, até os respeitáveis senhores, velhos conhecidos seus, pareciam ter perdido o bom senso e a cidade parecia contaminada por uma febre de ganância nunca sonhada.

Cada dia mais desgostoso e aborrecido começou a fazer suas compras em outras cidades, medico, dentista, tudo começou a ser utilizado fora da cidade, para ele e para sua familia. Comparava os preços e fazia questão de falar das diferenças em voz alta, deixando descontentes muitas pessoas, mas não se importava. O que não queria mesmo era ser enganado. Surrupiado como costumava dizer.

Numa bela manhã um caminhão parou na porta de sua casa e dois homens desceram procurando por ele. O filho mais novo correu até o cartório a procura do pai e assim que o encontrou comunicou-lhe o fato. Lucas saiu rápido e chegando em sua casa viu vários vizinhos andando nas imediações curiosos em saber o que trazia aquele caminhão roxo de Piracicaba, cidade que ficava tão longe dali. Alguns andavam como se nada quisessem, outras varriam a frente da casa, outros conversavam, mas todos atentos ao caminhão.

Lucas percebeu tudo, mas não se importou e foi logo cumprimentando os dois homens que em seguida abriram a porta de traz do caminhão roxo e de lá retiraram um caixão. Um caixão grande de madeira boa, todo envernizado com alças brilhantes de bronze e entraram na casa carregando o fúnebre objeto. Lá dentro travou-se uma discussão entre Lucas e sua esposa sobre onde iriam guardar o caixão, discussão essa que foi ouvida todinha pela vizinha da direita, depois de algumas ponderações de ambas as partes ficou resolvido que o caixão ficaria em cima do guarda roupa do quarto do casal. E por lá ele permaneceu por mais de 20 anos garantindo o sono tranqüilo do Lucas, que sonhava não ser enganado nem depois de morto.