quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Somos Cheias de Fases

Posted by Picasa

Selo


Recebi do amigo Renato do blog Rê Confessions este selo

Agora tenho que seguir 3 regras básicas e imutáveis que são:

1 - Postar o Selo e indicar no topo de seu post quem te indicou.
2 - Quem vai fazer parte de sua PLAYLIST 2010. Não vale citar nome de músicas, somente de artista
3- Indicar no minimo tres blogues amigos

Playlist

Rolling Stones
Lady Gaga
Raul Seixas
Verdi
Nana Caymi



Indicados

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Compartilhar e Aprender

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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Parabéns Verseiro!!!!


Aceitei o convite do Elcio para comemorarmos o aniversário de 3 anos do blog
VERSEIRO , postando uma história de nossa infância.
Só que antes vamos comer um bolo de acordo esta comemoração.




Recordando


Éramos em três, um seguidinho do outro, um por ano até minha mãe descobrir que
estava usando a "tabelinha" ao contrario, ou seja, período fértil liberado, período não fértil fechado. Neste engano viemos os três, duas meninas e um menino. Crescemos juntos, quase gémeos em uma pequena cidade.

Vivi lá até os dez anos e foi um tempo muito bom, muito livre, apesar dos "olhos da cidade". As vezes ia para a esquina e de lá via os finais da cidade: norte, sul, leste, oeste.Tinha aprendido os pontos cardeais. A cidade era tão pequena que todos se conheciam e claro, todos cuidavam de todos. O mais difícil era fazer alguma "arte" sem ser surpreendido por alguém e isto foi se tornado um dos grandes desafios, mas a gente não se continha muito não, então o que pesava era se o que seria feito valia o provável castigo ou não. A resposta quase sempre era sim.

Perto de onde eu morava tinha um "fabrica de arroz", na verdade fazia o beneficiamento do arroz, Tiravam a casquinha dele, que ficava empilhada em grandes montes enquanto o arroz era ensacado. Passávamos sempre por ali e ficamos sonhando em descer aqueles montes, mas era proibido (imagino hoje em dia o estrago nos montes, o trabalho para arruma-los).

Num domingo fomos a matine com um amigo mais velho, encontramos outros amigos e depois do filme nos livramos do acompanhante e fomos todos para a tal fabrica, pulamos o muro e foi uma farra e tanto, foi tão bom que esquecemos da hora, quando percebemos começava a escurecer, saímos na disparada e no caminho encontramos meu pai no carro desesperado procurando a gente. Não houve reza que nos salvasse naquele dia.



(foto da criança retirada do Google)

sábado, 23 de janeiro de 2010

Mudança de rumo (final)

"Quando os ventos de mudança sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento". Erico Verissimo.











Márcio começou a cursar a faculdade, trabalhava a noite no cursinho e frequentava o curso universitário pela manhã e as vezes a tarde. Um tempo depois recebeu a proposta de José para ajudar os alunos e esclarecer duvidas de português, matéria que ele era bom. Ele não cabia em si de contentamento, aquilo era mais do que ele havia sonhado na vida.

Correu para casa queria contar para Dolores e pela primeira vez sentiu-a fria com a noticia. Comentou sua impressão e ela falou que isso só significava que estavam cada dia mais longe um do outro. Márcio viu os olhos dela marejados e seu coração apertou. Já ia desmentir quando ela olhou bem nos dele e falou que percebia o que acontecia e que não era burra. Márcio calou-se e abraçou-a e choraram e amaram-se como a muito não acontecia, mas não foi um amor alegre, a noite foi insone e triste.

Acordou angustiado e foi tomar seu café, eles não se olhavam, o silencio era pesado e Márcio não conseguia sair, o horário da Faculdade estourando e ele não conseguia sair do lugar e novamente foi Dolores quem falou "vá embora homem! a vida é assim mesmo, não fique triste" e Márcio respirou fundo e saiu andando pesado. Como pesavam suas pernas! um tormento cada passo, e uma vontade enorme de voltar e outra de sair correndo em frente, mas só conseguiu se arrastar e foi assim triste e dividido, que passou os dias seguintes.

Num final de semana os filhos vieram vê-lo e contaram que a mãe estava bem, que a tristeza de muito tempo tinha passado e agora ela parecia mais leve, isto o deixou feliz e ele falou do quanto ela estar bem era importante para ele.

Márcio virou professor do cursinho e descobriu o quanto gostava de ensinar, foi fazendo seu curso e ia bem, sabia muita coisa da vida no campo, tinha crescido em um sitio e isto o ajudava muito, sabia como plantar, como cuidar dos bichos de criação, etc. Tinha alguns amigos e as vezes participava das farras, mas era mais velho e algumas coisas não dava para fazer como o famoso "strike" (atravessar a rua correndo pelado), mas participava da guerra de água, mesmo por que não dava para ficar de fora, sempre acabava molhado. O melhor era beber cerveja e jogar conversa fora.

Márcio continuou a ajudar a família e visitava sempre Dolores, tornaram-se bons amigos, mas foram ficando mais distantes, não tinham muito o que conversar.

Terminado o curso Márcio foi fazer pós-graduação, queria continuar professor e acabou sendo em uma Faculdade de outra cidade onde passou a morar. Casou-se de novo com uma dentista e teve um filho com ela. Dolores cuida dos netos e continua morando na mesma casa.

(imagem obtida no Google)

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Mudança de rumo II

"Quando os ventos de mudança sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento". Erico Verissimo.




Márcio entrou em casa quase sem ar, foi chamando por Dolores até que finalmente a encontrou lavando roupa no tanque. Era um trabalho duro, principalmente quando se tratava de tolhas de banhos que ficam pesadas quando molhadas, e enxaguar e torcer exigia força. Dolores tinha gotas de suor em todo rosto e nem teve que fechar a torneira para ouvir o marido.

Ele foi contando sobre o trabalho e a oferta de salário, a edicula que poderiam morar e não ter mais que pagar aluguel, etc. Ela escutava atenta, mas não parecia muito animada, depois que ele acalmou um pouco ela foi ponderando vários "senões": a escola das crianças que ficava perto e mudar agora de escola seria impossível, o quintal grande que permitia que ela quarasse a roupa e a pusesse para secar no varal. Caso se mudassem ela teria que parar de lavar roupa para fora. E se o emprego dele não desse certo? Demoraria até fazer outra clientela, e foi por ai a fora.
Márcio foi murchando com a conversa, Dolores percebeu e ficou pensando como poderia fazer. Foram dormir ensimesmados, mas pela manhã Dolores propôs a ele uma solução intermediaria, ele iria e ela e as crianças o encontrariam no final de semana e nos feriados e ele prometia visita-la algumas vezes na semana.

Márcio gostou da ideia, achou que era mais seguro para sua família fazer as mudanças mais vagarosamente.

Procurou José logo no dia seguinte e combinaram os detalhes do contrato de trabalho. Márcio foi ficando cada dia mais feliz, adorava o cursinho, os alunos a maioria jovens por volta de 17, 18 anos, barulhentos e alegres. Como ele ficava andando pelas dependências da escola vendo como as coisas estavam ia conhecendo os alunos, conversava com eles, as vezes ouvia suas confissões e até os ajudava a estuda, foi ficando mais curioso e interessado e sempre procurava saber mais, Suas perderem os pequenos cortes e o resto de graxa e cola que sempre ficavam por mais que ele as lavasse.

José percebeu o interesse de Márcio e ficou sabendo que ele estudara até o final do fundamental e sugeriu que ele tentasse fazer os exames do supletivo e terminasse o segundo grau.
Márcio terminou o segundo grau, neste meio de tempo o cursinho aumentou o numero de alunos e novas turmas foram abertas. Agora funcionava das 7 horas da manhã até as 23 horas e um ajudante foi contratado para auxilia-lo. Ele preferiu trabalhar a tarde e a noite e de manhã começou a assistir as aulas para prestar o exame de ingresso a Faculdade de Agronomia, voltaria para o campo, mas de outro jeito.

Os filhos estavam crescidos e a vida familiar continuava na mesma.Dolores nunca se mudou e a distancia entre eles aumentava cada vez mais .Ela não conseguia acompanha-lo, nem queria, aquela vida era a que ela queria. Ele ganhava melhor agora e os filhos começavam a trabalhar, o dinheiro deu para guardar e reformar a casa.

Num domingo Marcio se pegou olhando para Dolores, tinham passado tantas coisas juntos, ela sempre fora companheira, o ajudava a tocar a vida, tinham dois filhos e ele sentia uma enorme ternura, além de gratidão e respeito, mas nenhuma paixão.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Mudança de rumo


Márcio olhava os sapatos jogados no chão desarranjados e pensou que nunca conseguiria colocar em ordem aquele cantinho. O cheiro da cola era forte, mas ele já se acostumara e até gostava, agora aquele pregar e despregar, colar, deixar com cara de novo, fazer milagres como esperavam (as vezes conseguia) já andava meio cansado.

Voltar para a roça nem pensar, sabia no que dava, tinha estado por lá muito tempo e vira o pai e a mãe se acabarem naquelas terras, fome não passara de resto fora privado de quase tudo. Então o jeito era ficar por ali mesmo, mas começara a desconfiar que não iria muito longe naquele oficio. Tinha a vantagem de conhecer muita gente e conversar bastante o que o agradava muito, na roça era tanto silencio e ele gostava das palavras.

Tinha aprendido a escrever e ler na escola rural até terminara o curso fundamental, seus pais queriam que alguém na casa entendesse o que vinha escrito nos contratos e de fato isso foi de muita valia em sua vida.

Sua casa era pequena e ficava longe do centro, mas ele era acostumado as distancias, morava com uma mulher que lhe dera dois filhos e o ajudava nas despesas lavando e passando roupa para algumas mulheres.

Um dia um rapaz chamado José entrou em sua sapataria levando alguns calçados para conserto e ficou por lá conversando e ouvindo as histórias de Márcio, nesta conversa falou de sua ideia de abrir um curso pré vestibular. A concorrência aumentando e os exames estavam difíceis, ele achava que poderia dar certo. Márcio concordou e o incentivou bastante. Tempos depois o rapaz voltou e ofereceu um emprego de "bedel" para ele, precisava de alguém que cuidasse das pequenas coisas e olhasse os alunos. O salário era bom, o trabalho interessou e poderia dormir na edicula com sua família. Acertaram que voltariam a falar no dia seguinte.

José foi embora e Márcio foi sendo tomado pela ansiedade, não via a hora de falar com a mulher. Fechou a sapataria meia hora antes do horário e zarpou feliz para casa. Uma certeza absurda tomava conta dele sua vida iria mudar e uma pontinha de medo o beliscou timidamente.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

PERDIDA NO ESPAÇO

Estou sem eira nem beira

Não tenho margem pra me encostar

Nem leito pra descansar

Sou vento
Sou
fluido

Sou papel sem margem
que contenha a palavra.

Desvarios
Devaneios
Delirios

Pensamentos loucos

Irreais

Só desejo e medo
nada mais...

domingo, 3 de janeiro de 2010

AGUAS


Procura-se agua nos mundos

Com a agua existe vida

Dizem...

As vezes perdemos o norte

As vezes é morte


Aguas de nosso corpo

Sempre tão salgadas

Imprevisiveis como o mar

Aguas que correm o rosto

Aguas que molham a pele

Umidecem o sentimento

Aguas da alma

Aguas criadeiras...

A vida sabe a sal