quinta-feira, 29 de abril de 2010

Outono

meio desperta
meio sonhando
de cores e de cinzas
minha pele se veste
desapego frutos
despreendo folhas
recolho o superfluo
luzes amenas
alargam minhas noites
estou



Outono

Blogagem coletiva promovida pelo:
Espaço aberto


sábado, 24 de abril de 2010


Dias de outono na praia







Um lugar para descansar





Algumas flores




Existem






Persistem




Resistem



Insistem




Em encantar



quarta-feira, 21 de abril de 2010



























Mãos calejadas
Nas delicadas rendas
Tecem poesias

(foto de Alvaro Carvalheiro)



sábado, 17 de abril de 2010

SAFADEZAS DO BLOGGER

BlogGincana proposta para o mes de Abril e promovida pelos blogues: EXPRESSO DA LINHA e VARAL DE IDÉIAS

Estava
matutando como iria cumprir a tarefa desse mês quando o blooger me auxiliou (como fizeram com o João ). .
Tenho acompanhado o sofrimento de alguns blogueiros, que mais parecem pesadelos de tão horríveis que são algumas experiências.

Blogues que somem , blogueiros que não conseguem comentar, outros não podem colocar suas fotos. Alguns que são definidos, injustamente, como de "conteúdo adulto. Outros com avisos de perigosos e seu perigo deve consistir nas contudentes críticas políticas que faz.
Minha experiência pessoal é pobre em problemas com o blogger.
Logo que iniciei minha vida de blogueira, ele sumiu com meus seguidores umas duas vezes. Assustou-me. Senti-me sozinha...rs. Voltaram depois e não sei até hoje por que se foram, nem por que voltaram.
Hoje pela manhã me deram a maior canseira, isto já haviam ocorrido outras vezes, mas costumo me esquecer de fatos desagradáveis quando passam. A postagem que estava fazendo (e que foi publicada no mirada anterior) saia diferente do rascunho. Sou crua em informática, demoro horas para conseguir deixar como quero, ai ia publicar e as palavras mudavam de lugar, ficavam metade em negrito outra parte normal, a escrita se dividia diferente do que fora feito, a imagem sumia. Foram vários e irritantes ensaios até conseguir que saisse proxímo ao desejado
.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

No meio do caminho...

Paramos na estrada
a olhar o caminho
atrás ficava a vida
um amor
a frente
pouco se via

domingo, 11 de abril de 2010

Convite

Eunice Arruda, poetisa que tem mais de 10 livros publicados e que ministra oficinas de criação poética desde 1984, orientara uma no CECCO Bacuri (centro de convivência e coperativa) pertencente a Prefeitura de São Paulo.
A oficina será realizada nas próximas cinco semanas, as quartas feiras das 15:30 as 17 h na Av. Sumaré 67 . Não demanda pagamento e deverá continuar no próximo semestre. Todos os que gostam de poesia podem participar é só chegar um pouco antes e se inscrever.

Uma pequena amostra do talento de Eunice Arruda.



Tarefa



cabe agora
morrer o corpo

dia a
dia ir

me desacostumando
do rosto
que eu chamava
meu


Entendimento

Tenho usado
tanto
esse corpo

É justo
que eu o deixe
que eu o deite
que o esqueçam

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Mini conto

Eram duas esfinges loiras sentadas uma de frente para a outra.
Ele não mexia um músculo sequer, o prato de comida a sua frente não havia sido tocado. parecia que não respirava, mas o ódio emanava em ondas e atingia a todos no restaurante.
Ela de cabeça baixa, comia devagar e com a economia de movimentos das pessoas muito educadas e cuidadosas. Qualquer deslize poderia ser catastrófico. A tensão nela era evidente.
Um casal de meia idade, loiros, bem arrumados, ele já meio careca tinha um corte de cabelo quase raspado usava um terno cinza bem talhado. Ela era tão cuidada que a impressão que se tinha era que já acordava penteada, vestia um vestido verde claro,de seda. Dinheiro ali não era problema.
Estavam tão hirtos que era mais fácil quebra-los que dobra-los. Ao fim de longos minutos quando ela terminou seu jantar levantaram-se e saíram do restaurante. Ela subiu para o quarto do hotel e ele foi para o bar, sentou-se no balcão e pediu um whisky. Começou a beber devagar, bebeu varias doses e continuou quieto O ar indignado e raivoso foi cedendo conforme o álcool subiu, e o desamparo se evidenciou mais a cada dose.
Lá pelas tantas o garçon o avisou que iriam fechar. Pagou o que devia e quando o garçon ia se retirando segurou-o pelo braço e perguntou: "O que você faria se pegasse sua esposa na Internet, falando sacanagem com outro homem?"


tela de E.Hopper - Nighthawks

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Estranha


Sempre que vejo você
Inunda-me estranha felicidade.
Não desconhecida.
Estranha me faz menina.
Que ri de qualquer besteira.
Que qualquer bobagem diz,
para vê-lo sorrir
como um menino feliz.
Inundada de nossos risos,
do amor me torno aprendiz.

sexta-feira, 2 de abril de 2010