domingo, 30 de maio de 2010

Trio



Participação na II Blogagem coletiva do Espaço Aberto




Eramos três irmãos
Nascemos bem pertinho
Brincmos juntinho
Muita folia e arte
Ninguém nos esquecia
Não faltava alegria
No nosso dia a dia
A mais velha mandava
O mais novo fugia
Eu me distraia e caía
Fazíamos muita folia
O ultimo a chegar
Foi o primeiro a sair
Dos três, restamos as duas
Agora em céu de lua cheia
Procuramos uma estrela
Aquela que piscar feliz

Com certeza é a sua.






terça-feira, 25 de maio de 2010

QUADRILHA


"João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou pra tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história."

(Carlos Drummond de Andrade)




Paulo tinha olhos claros de um verde intenso

sem mistura do castanho, a boca carnuda,

sensual, nariz pequeno era alto e magro. O

bigode era espesso e lhe dava um ar serio

desmentindo os olhos maliciosos. Fazia o maior

sucesso com as mulheres, elas ficavam

encantadas com sua delicadeza e sensibilidade.

Podia passar horas conversando, ajudava-as a se

arrumarem, tinha muito bom gosto, sempre bem

vestido e o melhor de tudo tinha um humor fino

e sútil com uma pontinha de maldade nos

comentários, a bem da verdade, adorava uma

fofoquinha.


Sergio também era alto e tinha seu charme, mas

era menos encantador que Paulo. Impacientava-se

com algumas conversas e não gostava daquilo que

chamava de futilidade deles, era mais

compenetrado.


Marcia não era muito alta, de pele clara, olhos

castanhos e cabelos escuros e lisos. O olhar,

era o que mais chamava a atenção nela era

intenso, brilhante, convidativo. O andar era

altivo, impossível não olhar para ela.


Eram amigos desde o ensino fundamental,

frequentaram a mesma escola até entrare

m para a faculdade, quando ela foi para um e

eles para outro, entretanto iam juntos e

almoçavam sempre que possível. Os colegas se

referiam a eles como o “ménage” e faziam

apostas sobre a vida amorosa deles já que

estavam sempre juntos e não namoravam ninguém

apesar de não faltar candidatos.


Os anos foram passando e os cursos já estavam

em seu final e nada diferente com eles

acontecia. Enquanto com os colegas muita agua

tinha rolado embaixo da ponte; namoros

desfeitos, casamentos, filhos, etc.


Paulo prestou um concurso para fazer

pós-graduação fora do Brasil e foi aceito,

finalmente o trio iria ser desfeito e assim se

deu. Cada um foi para um lado e só muito tempo

depois a situação se esclareceu para eles e

para uns poucos amigos. Sergio era apaixonado

pela Marcia que por sua vez amava Paulo e esse

amava Marcia... Mas desejava Sergio.



quarta-feira, 12 de maio de 2010

Mini conto


Naquela região e naqueles tempos existiam varias moradias coletivas de universitários e em uma delas trabalhava Dolores. Uma mulata bonita, daquelas de canela final e corpo carnudo. Trabalhadeira. cuidava de uma "republica" de 12 universitários e era conhecida por sua boa cozinha, sempre tinha alguém filando a bóia e aproveitando par admirar sua beleza.

Os rapazes viviam cobiçando aquela mulher, de vez em quando, um se atrevia a fazer-lhe um convite e a resposta era sempre a mesma - Não, eu tenho o Zequinha.

As apostas corriam soltas. Quem conseguiria sair com Dolores? Vieram até rapazes de outras moradias e...nada, a resposta era sempre a mesma. Com o tempo foram desistindo e mudaram a aposta. Será que o Zequinha existia? Viam a Dolores sair todo sábado a tarde, arrumada, perfumada de salto alto o que a deixava com um gingado todo especial e eles só de olho comprido. Ela voltada na segunda de manhã cedinho mais bonita ainda, com o rosto descansado, fresca e toda alegre. Não, não havia duvidas o tal do Zequinha existia SIM.
Fizeram um bolão sobre como ele deveria ser .

Um sábado ele apareceu para busca-la e bem...decepção geral, o tal do Zequinha era um sujeito baixo, magro, de cabelo castanho, olhos miudos e com uma proeminente barriguinha de cerveja. Ela o recebeu toda sorridente e lá se foram de braços dados. Ela pelo menos um palmo mais alta.

Assim que saíram o alvoroço tomou conta, a noticia correu mais que gazela assustada e só um ganhou o bolão. Foi o Magrão que por piada e para se contrapor a tendência geral apostou que o tal Zequinha deveria ser um baixinho magrela. Passaram o final de semana falando sobre isso, estavam incorformados com a situação. Combinaram que na segunda-feira o Magrão, que ganhou o bolão, iria perguntar pra Dolores o que afinal tinha de especial o tal do Zequinha.

Segunda ninguém saiu antes do café, todos esperavam pela resposta e Magrão plantado na cozinha tentava achar as palavras e o jeito para fazer a pergunta. Dolores estranhou e já estava ficando preocupada quando Magrão criou coragem e perguntou de supetão: O que esse Zequinha tem de especial? Ele é feio, baixinho, sem graça o que você viu nele?
Dolores riu e sua resposta deixou Magrão sem palavras. ele foi para seu quarto e logo todo mundo estava lá para saber a resposta e Magrão falou com ar desolado:
- Ela disse que ele tem uma SOCADINHA...


( tela de Di Cavalcanti - Mulata em rua vermelha)

sábado, 8 de maio de 2010

O sorriso da Lua


numa densa noite
quem sabe segunda?
uma alucinante
lua vagabunda
em quarto minguante
tal qual gato de Alice
feliz a sorrir
plena de maluquice
prepara-se para sumir.



( imagem retirada do Google - Walt Disney 1951)

quarta-feira, 5 de maio de 2010


Três sombras na noite
deslizam caladas

corpo de sonhos
diluídos no escuro



perdidas






(foto google)

domingo, 2 de maio de 2010

Ecological Day




Uma chuva no Outono com saudades do Verão



Blogagem coletiva promovida pelo blog :LEAVES OF GRASS