sábado, 31 de dezembro de 2011

Jano


O mês que inicia o ano tem seu nome derivado de um deus romano chamado Jano, um deus que tinha duas caras, uma olhando para o passado e a outra para o futuro e claro, cada uma falava uma coisa diferente. O nome significa portão. Um portão tanto abre como fecha só depende de como vai ser utilizado e o mês que tem seu nome derivado desse deus é o mês que inicia um novo ano e encerra o outro, ou seja, Janeiro.

No meio da noite entre amigos olharemos o futuro este desconhecido e na noite mais magica do ano estaremos cheios de esperança e bons presságios, como em nenhuma outra noite do ano como se o cosmo, os deuses, nós e o tempo estivéssemos em uma só sintonia e não sendo diferente:

Desejo que neste encerramento fiquem todas as dores e preocupações inúteis e que este novo ano seja produtivo, criativo e alegre.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Livros

A amiga escritora e blogueira Stella Tavares inicia uma jornada pioneira e interessante que vale a pena ser conhecida.
Não se trata de adaptação de histórias já existentes e sim a criação de um livro em que a criança passa
de leitora à protagonista.

PERGUNTAS MAIS FREQUENTES:

P: O Little Fashion Books utiliza histórias já existentes?
R: Não. As história são criadas a partir das informaçõs enviadas (nome, amigos, preferêncas, fotos, etc.).São histórias inéditas e exclusivas.

P: Posso enviar uma dedicatória?
R: Sim. Ela ficará destacada antes do início da história para que a criança saiba quem a presenteou com o livro.

P: O livro ficará pronto em quanto tempo?
R: No máximo em duas semanas. Podendo variar de acordo com as preferências

http://www.wix.com/littlefashionbooks/home#!



quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

A noite mais escura


Meu olhar sem o seu
mira o nada
se estende
procura pouso

Me derramo
misturo dentro e fora
em tudo me vejo
em nada me encontro

Meu olhar sem o seu
não tem horizonte
minha solidão
não tem limite


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Maravilhas da Natureza


Acende apaga

apaga acende

apesar do pisca pisca

não há indecisão


No convite ao namoro

o brilho dos vagalumes

aliviam a escuridão


Recordam estrelas

convidam a brincadeira

atiçam a imaginação


(Quem diria

que a bunda de um inseto

suscitaria tanta alegria

e tanta poesia)

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Poema de Urgência


Que vontade que me dá

agarrar você com todo despudor

encher sua pele de escamas

de tesão

ser sonambula em seus braços

consciência pra que?

hoje eu quero os sentidos

a sensação

a pele

a insensatez

dispenso todo resto

que não tenho precisão.


quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Lançamento da Revista Lowcultura N°2


Dia 06/11/2011

CASA DAS CALDEIRAS

Das 16 às 20hs



terça-feira, 11 de outubro de 2011

Quando seus olhos sorriem



Quando seus olhos sorriem

o sangue colore meu rosto

derreto

pingos me fincam no chão

as pernas tremulam

de incompreensível temor.


Quando seus olhos sorriem

enovela-me os mil fios

das palavras.


Quando seus olhos sorriem

inunda-me estranha

felicidade.


Quando seus olhos sorriem...



sábado, 1 de outubro de 2011

"Nest"


Meu desejo é
neblina densa
doem-me os olhos
à procura do caminho
vejo muros e
longas distâncias
meu caminhar é doloroso
meus pés sangram
anseio pela ressonância
eco que guia
meu coração medroso
grita
com o silencio seu.


domingo, 25 de setembro de 2011

Elegia a um amigo



Palavras
só restam as palavras
nesse vazio
horrendo

Palavras
so restam as palavras
nessa solidão
imensa

Palavras
só restam as palavras
nessa dor
tamanha

Palavras
só restam as palavras
e me faltam palavras.


domingo, 18 de setembro de 2011

Ainda Que...



 Ainda que a pequena flor
tenha fenecido e
seu perfume esvaído

Ainda que nossos olhos
tenham perdido o brilho
e o sorriso entristecido

Ainda que em nosso coração
a tristeza e o mal estar
tenham feito sua morada

Não consigo esquecer
a beleza da flor

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Confesso...



O medo não é meu norte

nem o ódio é meu mote

caminho por onde posso

faço o maior esforço

e nem sempre isso é suporte

na falta de um pouco de sorte

e se por acaso o acaso

cuidar do nosso caso

ele vai pro fundo do poço

não sendo forte

só posso fazer um recorte

e lhe confesso

de todo alvoroço

só vai restar um aroma insosso.


domingo, 28 de agosto de 2011

O Óbvio pode ser Divertido


Hoje eu quero

as montanhas e seus caminhos

os rios e seu destino

o mar e seus murmúrios


Hoje eu quero

a dança da criação

a doçura do sangue

o frescor da relva


Hoje eu quero

arrepios e calores

o voo dos pássaros

movimentando os ventos


Hoje eu quero

os peixes criando ondas e vagalhões

a criança dona do riso e da diversão


Hoje eu quero

o claro e o escuro

e todas suas nuances

o movimento randômico

e a loucura que cria toda vida.


sexta-feira, 29 de julho de 2011

Quando o tiro sai pela Culatra


Procurei os sinais...

o olhar

o suspiro

o sorriso


Procurei o traço...

inventei palavras

escrevi histórias

colori paisagens

recordei passagens


Encontrei o que sabia...

e meu coração desmentia

no descompasso

enlouqueci


Cega me perdi...


domingo, 3 de julho de 2011

Ficar sem estar.


Sem mais

a trava

trava

toda emoção


O corpo permanece

a alma se esvai


Medo

intuição

traição?


O desejo lançado

na contramão

se recolhe

no mais distante lugar


No céu da boca

resta cravado

aquilo que não foi.


quinta-feira, 30 de junho de 2011

Suplica


O corpo marcado

pelo seu ferrão

não perde a memória


Como esquecê-lo?


A frouxidão

o abismo

o sempre inesperado

susto

-alivio da agonia-


Não pode ficar tanto tempo

longe!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

O que não tem fronteiras

Há alguns milênios hominídeos saíram do vale do Rift na África, provavelmente movidos pela fome e foram andando por esse mundo sem saber o que teriam pela frente. Muitos ficaram pelo caminho, alguns foram encontrando abrigo e alimento e ao que tudo indica outros companheiros. São nossos ancestrais. Sabemos muito pouco sobre antepassados e isso ajuda muita gente pensar que não tem nada a ver com eles. São os que se julgam diferentes e/ou especiais no que diz respeito a sua origem e a sua importância na escala (esta palavra já dá uma idéia de ascensão) evolutiva.

Bem, eu sou brasileira e ser brasileira significa no meu caso ser metade italiana e metade... aí começa. Tem os índios que habitavam essas terras e os portugueses que por aqui chegaram e que por aqui ficaram por muito tempo. Isolados alguns se misturaram com as varias tribos, já havia por aqui alguns poucos europeus e depois por cá aportaram franceses, holandeses e a mistura continuou (sabemos que muitos portugueses já traziam suas misturas com mouros, romanos, etc.) Trouxeram os negros, vieram ingleses, dinamarqueses. Devo ter um pouco de quase todos, assim como a maioria dos brasileiros.

Com um pouco mais desse ou daquele temos gente de varias cores, larguras e tamanhos em inúmeras combinações, algumas especiais outras não tão felizes. Isto é um sangue brasileiro, uma salada das mais variadas, cheia de formas, cores e cheiros.

Acontece a mim, de algum sabor ser conhecido sem nunca ter sido provado, ter saudades desconhecidas e coisas do gênero. Atavismos quem sabe? Gosto deste mosaico que me compõe. Não entendo o desejo de alguns de só ter uma origem, a raça pura, sem mistura. Além de triste é monótono. Não usufruem essa variedade e nem a alegria de ter um baile nas veias cheio de gente dançando.


terça-feira, 14 de junho de 2011

Renitente


É claro!

existe essa dor

essa dor

que não cala

essa dor

que não para


Dessa dor

não adianta fugir

fingir que

passou

que ela acabou

de repente ela

grita


E essa dor

sem nenhum respeito

sem consentimento

desavergonhadamente

mostra-se

completamente


E a vida?

a vida fica

fraquinha

é só um fiozinho

enrolado

no fundo do peito.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Sem Vento Sem Brisa


Não falarei dos sonhos do
amor

Não mostrarei o desejo
nem minha carne
Não tocarei seu corpo
não beijarei sua boca
Esta sina você me deu
A que lhe dou?
Nunca saberá quando morreu
o sentimento


quarta-feira, 1 de junho de 2011

Dueto ao Entardecer


Como filho de Sara

o amor chega

tardio

depois que a esperança se

foi


Será engano

realidade

ou ilusão


Pouco importa

são dádivas para lembrar

a vida não terminou

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Enrosco



Queria tanto ouvir a pergunta...tanto...

livrar-me desse engulho

desse nó de enforcado

que ainda me prende


Pergunte ...

e eu lhe direi :

que não quero nada

que não espero nada

que não estou no jogo

que estou em outra


Pergunte...

mas você não pergunta…



domingo, 22 de maio de 2011

Momentum


Fica o dito pelo não dito

o feito pelo desfeito

você realmente acredita

que mudar a historia

apaga a memoria?

que não falar do feito

desfaz o fato?

que rasgar o retrato

refaz o ato?

que com o homem morto

morre o sonho?


Que tolo!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Teorema da Incompletude


Ai! Esta eterna desconfiança de mim mesma

esta impressão de sempre

deixar algo para trás

uma palavra por dizer

um adeus não dado

um gesto por fazer

um carinho negado

um desaforo não respondido

algo esquecido em algum lugar

tudo é tão incompleto

sempre falta

sempre estou em falta

e o pior o pior de tudo

o que mais atormenta

é aquilo que esqueci

e sei que esqueci.

e não sei o que é.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Tempos Modernos.

Ela não era muito chegada nessas modernidades eletrônicas como a maioria das pessoas nascidas antes da década de 70. Faltava-lhe um chip ou algo do gênero acrescido do fato de não gostar de mudanças, por ela tudo permaneceria igual e teve o azar de nascer em uma época em que tudo muda muito rápido. Qualquer criança era melhor que ela. Tem medo desses objetos que não entende como funcionavam. Aprendeu a usar o computador para coisas básicas. Morria de medo de ficar como aqueles idosos que não tinham coragem de descer pela escada rolante da Prestes Maia (uma das poucas dos anos 60) e vacilavam na beirada dela com aquele mundaréu de gente atrás esperando para descer. Não queria ficar assim em frente ao caixa eletrônico.

Claro que pagou todos os “micos” que quem é dessa geração sabe quais são e quem não é também sabe por que teve que socorrer uma tia, a mãe, o pai etc.

E-mail?! Grupos sociais?! Ela demorou uns dez anos para começar a usar e isso só aconteceu por conta do encontro da turma de faculdade. Fax só o da papelaria perto de sua casa e porque o rapaz passava para ela. A tal da modernidade foi entrando em sua vida numa velocidade que não conseguia assimilar.

O telefone celular foi outra história. Resistiu o mais que pode, achava desnecessário e não gostava daquele aparelho. No aniversário deste ano (isso mesmo deste ano) ganhou um celular dos irmãos. Argumentaram que a mãe estava idosa e que eles já não eram tão jovens e que um celular poderia ser de grande valia principalmente para ela que morava sozinha.

Aceitou meio ressabiada e devagar foi aprendendo a usá-lo, não sem antes fazer algumas confusões típicas. Não conseguia que o telefone só tocasse, ele vibrava e tocava e ela tinha medo de mexer nisso, enviava mensagem para a pessoa errada e uma vez chegou a fotografar seu pé e enviar para seu irmão sem perceber e ele a reconheceu pelo sapato. Maior vexame. Assunto do almoço de domingo... Seus sapatinhos enviados por engano.Um dia tentou subir a escada rolante de um Shopping pelo lado errado distraída que estava tentando atender uma chamada. Vexame total!

O pior é que o celular a deixava tensa achava que não podia separar-se dele e o levava para todo lugar. Ele possuía lugar de honra na mesa de refeição, na do escritório e até na mesinha ao lado da cama. O problema era arrumar um lugar para ele no banheiro, se entrava no chuveiro o colocava no assento sanitário, mesmo achando o lugar inadequado, mas quando ela estava usando o assento era o maior problema, se o colocava no chão receava que molhasse ou que distraída pisasse nele. Resolveu que o melhor lugar seria na pia, na parte mais larga dela, cuidava de secá-La e punha seu celular lá. Assim foi por vários dias até que um dia ele tocou. Tocou não! Começou a vibrar e tocar e pulava feito um doido, parecia que tinha adquirido vida própria e saltava mais que criança pisando em areia quente, demorou um pouco para ter condições de levantar-se. Conseguiu evitar o desastre e segura-lo a tempo. Só não conseguiu segurar o mau-humor. Decidida aposentou o celular.


PS Sinto ter perdido os comentários dos amigos que passaram por aqui ontem. Penso que depois desses dois dias, os transtornos da minha personagem ficaram por demais simples. A Blogger ganhou de longe e essa modernidade pega a todos até os modernos. .

domingo, 8 de maio de 2011

Para Rafaela



Mergulho em agua fresca

Sem receio de me afogar

Não existe morte

Nas ondas de seu olhar.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Semelhanças


As pequenas gotas brilhavam nas grades do portão. Eram tão transparentes, tão puras como cristais pequenos. A luz do sol chegava ate elas, uma luz de fim de tarde de verão quando o calor e a claridade já não machucavam. Ficavam ali penduradas desafiando a gravidade.

Uma garoa fina e bem espaçada caia e refrescava ainda mais o dia. Sai andando aproveitando aquele tempo ameno e contornei o quarteirão. Acendi um cigarro (maldito vicio que pensei ter me livrado) e enquanto aproveitava meu pequeno intervalo vi uma mulher que me pareceu conhecida. Tinha o cabelo escuro, ondulado, farto e curto, a pele clara mais ou menos a mesma altura, peso e idade de uma amiga de trabalho perdida em algum volteio da vida. Chegando mais perto vi que não era ela e que deveria estar com a aparência diferente depois de tanto tempo.

Sempre acho estranho como vou encontrando “conhecidos” pelas ruas. É como se houvesse alguns padrões que se repetem e que com o tempo a gente esquece as particularidades. Ficam na memoria os traços gerais: o padrão. E é justamente esse esquecimento das particularidades que possibilita que eu imite as pequenas gotas desafiantes e por um segundo seja eu a desafiante das leis da natureza e reveja pessoas que já se foram e mate um pouco a saudades.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Marquei!


Perdi o bonde

todos voltavam

eu ainda ia

e nem percebia


Quando dei por mim...

já era!


Fiquei de fora

perdi a hora

o jeito

a graça

a farra


Que raiva!!!

domingo, 24 de abril de 2011

Simples assim!


Tão pequenas vistas daqui

tantas e tão lindas

brilhando ao longe

vão caminhando impassíveis

ao nosso viver

nenhuma dor as comove

nenhum riso as encanta

nem a poesia as deleita


Nós as amamos

somos encantados

sonhadores

e até nos consolamos

com a beleza delas

e isto nos basta!

terça-feira, 19 de abril de 2011

Pequeno ensaio sobre a mentira.


A indignação e o espanto tomou conta de seu rosto e o amigo sem jeito tratou de encerrar o assunto.

O outro até tentou continuar, mas ele não quis. Estava totalmente sem graça. Foi embora ruminando o acontecido. Caso olhasse para trás, surpreenderia o olhar triunfante do amigo.

Este se deixou ficar por lá mesmo, entrou num café e satisfeito pensava como mentia cada vez melhor.

Lembrou o longo caminho que percorrera até ali desde menino. A mãe perguntando se ele tinha feito aquilo e ele na sua inocência dizendo que sim e logo a surra, o castigo, o espanto. Magoado não compreendia por que era para o bem dele. Ficou com medo de responder as perguntas, mas, ela percebia pelo seu medo que fora ele. Aprendeu a disfarçar o medo, mas ela desvendava por outras evidencias e ele foi aprendendo a disfarçar cada vez melhor. A grande "sacada" foi quando descobriu que não precisava esconder as emoções e sim usa-las. Foi assim que ele procedeu há pouco; a energia do medo, da apreensão fora usada para mostrar indignação, espanto e aí à mentira era quase uma verdade. As pessoas, quase sempre, preferem acreditar no que é mais fácil para elas e o engano é quase um acordo mudo feito entre as partes .

O amigo foi embora triste sabia que ele tinha mentido que tudo era encenação, conhecia os truques todos dos mentirosos poderia ser um deles se quisesse, e de certa maneira o era fazendo de conta que acreditava. Não queria entrar em uma discussão inútil, não tinha provas e tudo ficaria no campo subjetivo das impressões. Ele tinha aprendido também outra lição na vida que era calar o que a inteligência percebia e não podia provar e passar por tonto como acontecera há pouco.

A amizade terminaria ali, naquela conversa. A mascara da hipocrisia estaria no rosto dos dois impedindo qualquer contato verdadeiro e isso o entristeceu demais.


quinta-feira, 14 de abril de 2011

Já era


Cansei de tanta civilidade

de tanta privacidade

desse silencio

esse resguardo

esse mundo palatável

agradável


Mistérios enfurnados no porão

falsos pudores

uma ambiguidade

estonteante


Dispensa soldado

e chibata

para exercer seu poder

tudo é sutil e velado


Tranquei o coração

aprendi o jogo e

sinceramente...