sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A gente vai levando


Muralhas
cercam
meu carinho
para que ele
possa viver
não há saída

Minha dor é
filha da solidão
d'estéril serro
colheita perdida
sangue infecundo
escorre muda

Só suspiro
palavra que não nasceu


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Por aí

 
Vibro em sons
tons
odores
sou volátil
sou portátil
saio com os ventos
pelos cantos
encontro puros e impuros
todo tipo de gente

Viajante sem bússola sem destino
sem preconceito ou conceito
sem corpo sem pecado
ungindo campos cidades

Insensato Sonho!
-desejo que caminha por aí-
 
Quem sabe algum som sabor ou cor
o toquem bem de mansinho...

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Retorno



A gente vem feliz quando tem para onde e para quem voltar.
Saudades