sexta-feira, 29 de julho de 2011

Quando o tiro sai pela Culatra


Procurei os sinais...

o olhar

o suspiro

o sorriso


Procurei o traço...

inventei palavras

escrevi histórias

colori paisagens

recordei passagens


Encontrei o que sabia...

e meu coração desmentia

no descompasso

enlouqueci


Cega me perdi...


domingo, 3 de julho de 2011

Ficar sem estar.


Sem mais

a trava

trava

toda emoção


O corpo permanece

a alma se esvai


Medo

intuição

traição?


O desejo lançado

na contramão

se recolhe

no mais distante lugar


No céu da boca

resta cravado

aquilo que não foi.